quarta-feira, 11 de novembro de 2009
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
sábado, 17 de outubro de 2009
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Professor, vendedor de sonhos
Artigo publicado no jornal A Gazeta de 15/10/2009, de Lenildo Santana.
Destaco algumas passagens que merecem a reflexão de todos educadores, ainda mais porque o autor foi muito feliz ao escolher as palavras que tão bem expressam nosso sentimento.
Destaco algumas: (para ler o artigo completo clique aqui)
Os professores deveriam trabalhar menos e ganhar mais. Eles exercem uma missão tão nobre: educam os jovens para a vida. São os profissionais que mais contribuem para a humanidade, mas são muito desvalorizados profissionalmente. O resultado dessa desvalorização educacional é o caos que a sociedade vive: relativismo da dignidade humana, perdas dos valores morais: tudo é permitido, inclusive a profissionalização do sexo.
O governo que não valoriza os professores fere e mata intelectualmente os jovens, retarda e asfixia o futuro da nação. Investir na educação é acreditar e esperar por uma sociedade solidária, fraterna.
Cá pra nós, um jovem que não tem sonho é um jovem que morreu, só falta ser sepultado. Vive-se a era dos estudantes "cadáveres". Infelizmente, esta é a realidade de boa parte dos alunos. Eles raramente têm ideais, projetos de vida, sonhos. Como padre e professor fiquei preocupado por ocasião de um encontro vocacional com cerca de trinta e cincos jovens (rapazes e moças) quando indaguei quais eram os sonhos e perspectivas que eles tinham acerca do futuro.
Os professores são vendedores de sonhos. Eles mostram para os jovens que os sonhos são possíveis de ser realizados. Sonhar nos mantém vivos. Quem não sonha estaciona no tempo. Torna-se pedra de tropeço para os outros. Devemos sonhar todos os dias e mesmo que tais sonhos e objetivos não se realizem, nunca devemos recuar de nossos objetivos, pois a única derrota da vida é a fuga diante das dificuldades. Um jovem que morre lutando por seu sonho e por seu ideal de vida é um vencedor.
Destaco algumas passagens que merecem a reflexão de todos educadores, ainda mais porque o autor foi muito feliz ao escolher as palavras que tão bem expressam nosso sentimento.
Destaco algumas: (para ler o artigo completo clique aqui)
Os professores deveriam trabalhar menos e ganhar mais. Eles exercem uma missão tão nobre: educam os jovens para a vida. São os profissionais que mais contribuem para a humanidade, mas são muito desvalorizados profissionalmente. O resultado dessa desvalorização educacional é o caos que a sociedade vive: relativismo da dignidade humana, perdas dos valores morais: tudo é permitido, inclusive a profissionalização do sexo.
O governo que não valoriza os professores fere e mata intelectualmente os jovens, retarda e asfixia o futuro da nação. Investir na educação é acreditar e esperar por uma sociedade solidária, fraterna.
Cá pra nós, um jovem que não tem sonho é um jovem que morreu, só falta ser sepultado. Vive-se a era dos estudantes "cadáveres". Infelizmente, esta é a realidade de boa parte dos alunos. Eles raramente têm ideais, projetos de vida, sonhos. Como padre e professor fiquei preocupado por ocasião de um encontro vocacional com cerca de trinta e cincos jovens (rapazes e moças) quando indaguei quais eram os sonhos e perspectivas que eles tinham acerca do futuro.
Os professores são vendedores de sonhos. Eles mostram para os jovens que os sonhos são possíveis de ser realizados. Sonhar nos mantém vivos. Quem não sonha estaciona no tempo. Torna-se pedra de tropeço para os outros. Devemos sonhar todos os dias e mesmo que tais sonhos e objetivos não se realizem, nunca devemos recuar de nossos objetivos, pois a única derrota da vida é a fuga diante das dificuldades. Um jovem que morre lutando por seu sonho e por seu ideal de vida é um vencedor.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
PROFESSOR, PROFETA DA ESPERANÇA
O artigo publicado na edição de 22/09/2009, na seção "Do Leitor", escrito por Lenildo Santana, padre da Diocese de Juína, trata de um assunto que, apesar de já ter virado "clichê", permanece sem mudança: A Qualidade da Educação. Valorização profissional, não só através de salários mais dignos, como condições de trabalho, classificadas no mínimo como mais humanas, poderia ser o primeiro passo para se ter uma educação melhor. Como condições de trabalho, destaco o espaço físico. Como conceber que numa cidade como a nossa Cuiabá, onde a temperatura beira os 40 graus com frequência, ministrar, construir conhecimentos em salas de aula com 40 alunos em média, com ventiladores barulhentos, que o que menos fazem é ventilar, e que às vezes não há água na escola, e quando há, professores são orientados pela direção e coordenação pedagógica para NÃO permitir que os alunos saiam da sala de aula para BEBER ÁGUA.
Isso tudo é uma nova forma de opressão da nossa categoria, parece que a memória das pessoas esquecem que "Os docentes são a argamassa da construção intelectual, o alicerce da vida profissional". (Quer saber mais, leia o artigo na íntegra.)
Isso tudo é uma nova forma de opressão da nossa categoria, parece que a memória das pessoas esquecem que "Os docentes são a argamassa da construção intelectual, o alicerce da vida profissional". (Quer saber mais, leia o artigo na íntegra.)
terça-feira, 22 de setembro de 2009
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
É PRECISO SABER ARGUMENTAR
O caderno 6 Teoria e Prática do Gestar II - Língua Portuguesa apresenta excelentes sugestões para se trabalhar a argumentação na produção de textos, aqui está o roteiro da oficina:
Objetivos:
Identificar e analisar diferentes tipos de recursos que sustentam a argumentação de um texto.
TESE: É a ideia principal para a qual um texto pretende a adesão do leitor/ouvinte.
ARGUMENTOS: São os motivos, as razões utilizadas para convencer o leitor da validade da tese.
Tipos de Argumentos
Argumentos baseados no senso comum;
Argumentos baseados em provas concretas;
Argumentação por ilustração;
Argumentação por exemplo;
Argumento de autoridade;
Argumento por raciocínio lógico.
A linguagem poética presta-se à argumentação.
Argumentar significa agir sobre a vontade e a opinião do interlocutor;
Para ser grande
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.Assim em cada lago a lua toda
Brilha porque alta vive.
Fernando Pessoa
O ponto de partida para estimular os alunos à atividade de leitura e escrita, é refletirmos sobre a nossa prática (pág. 84).
A atividade 3 (pág. 87), é um bom exemplo das etapas de planejamento da escrita que pode ser utilizada por nós, e depois aplicar com os alunos.
Estratégia
Análise da situação sócio-comunicativa (contexto e condições de produção);
Promover situações e atividades de todo processo (atividade das pág. 93-96);
Mostrar que a individualidade deve ser respeitada na hora de planejar a escrita.
Objetivos:
Identificar e analisar diferentes tipos de recursos que sustentam a argumentação de um texto.
TESE: É a ideia principal para a qual um texto pretende a adesão do leitor/ouvinte.
ARGUMENTOS: São os motivos, as razões utilizadas para convencer o leitor da validade da tese.
Tipos de Argumentos
Argumentos baseados no senso comum;
Argumentos baseados em provas concretas;
Argumentação por ilustração;
Argumentação por exemplo;
Argumento de autoridade;
Argumento por raciocínio lógico.
A linguagem poética presta-se à argumentação.
Argumentar significa agir sobre a vontade e a opinião do interlocutor;
Para ser grande
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.Assim em cada lago a lua toda
Brilha porque alta vive.
Fernando Pessoa
O ponto de partida para estimular os alunos à atividade de leitura e escrita, é refletirmos sobre a nossa prática (pág. 84).
A atividade 3 (pág. 87), é um bom exemplo das etapas de planejamento da escrita que pode ser utilizada por nós, e depois aplicar com os alunos.
Estratégia
Análise da situação sócio-comunicativa (contexto e condições de produção);
Promover situações e atividades de todo processo (atividade das pág. 93-96);
Mostrar que a individualidade deve ser respeitada na hora de planejar a escrita.
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
A nossa Língua Portuguesa pode ser engraçada
As aulas de Língua Portuguesa podem ser mais interessantes se soubermos aproveitar os recursos que a mídia coloca a nossa disposição.
O grupo "Os melhores do mundo" soube explorar com muita originalidade algumas situações. Vejam o vídeo!
O grupo "Os melhores do mundo" soube explorar com muita originalidade algumas situações. Vejam o vídeo!
OFICINA 10 / TP 5 / CEFAPRO
A nossa oficina foi muito proveitosa, uma das atividades desenvolvidas pelas cursistas foi o "jogo de quebra-cabeça" (Avançando na Prática - p 82) que teve duas versões: com figuras e com textos. A atividade de estilo, mostrou os diversos estilos que acompanham profissionais e artistas.
Quanto à propaganda por meio de uma frase negativa, as professoras mostraram sua criatividade.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Encontro dos Formadores do Gestar II MT
De 10 a 14 de agosto ocorreu o Encontro de Formadores do Gestar II em Mato Grosso.
Foi um momento de avaliação da 1ª etapa e planejamento para o 2° semestre.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
NÓ DO AMOR
Olá professores!! Esse é o link para a mensagem apresentada na oficina.
Usem à vontade!
http://www.slideboom.com/presentations/87709/O-N%C3%93-DO-AMOR
Usem à vontade!
http://www.slideboom.com/presentations/87709/O-N%C3%93-DO-AMOR
CARTAZES DOS CURSISTAS DO ANDRÉ AVELINO
Gestar é também momento de reencontro. Profª Adelite - iniciamos juntas na UFMT (Pontal do Araguaia) em 1991.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
TP 5 - ANDRÉ AVELINO 08/08

A oficina 10 da TP 5 rendeu boas discussões e contribuições. Os professores aproveitaram para trabalhar as diversas atividades de coesão e lógica.
A oficina teve a seguinte estrutura.
1) Acolhida (slide)
2) Entrega das pastas e conferir atividades e quantos cursistas faltam entregar os projetos;
3) Considerações (pp 19 e 20);
4) Coesão textual/Rela;cões lógicas do texto;
5) Importante (p 122) Coesão - interior e coerência exterior;
6) Indo a sala de aula - (p 123);
7) Importante (p. 125);
8) Atividade - (p 140);
9) Importante (p161);
10) Atividade avançando - (p162);
11) Importante ( pp. 192 e 193)
12) resumindo (p. 214)
13) Atividade proposta ( p 257)
1º Acolhida
Que tal a gente tomar coragem para desatar os nós que amarram nossas vidas
Pelo menos, podemos tentar.
Não vai ser fácil...
Sabemos que hábitos são verdadeiros "nós cegos"...
Não se sabe onde começam nem como terminam.
Atrás dos hábitos se escondem nossas verdadeiras carências afetivas.
E os hábitos que foram criados para compensá-las, acabam por nos impedir de que as enxerguemos com clareza.
Que nó danado!!!
Aí, a pessoa se apressa, faz aquele regime maluco e consegue perder até a alma ... ou pára de fumar aqueles três maços de cigarros do dia, ou de beber a garrafinha escocesa da noite ...
Até se afasta daquela pessoa que só traz dores de cabeça...
Que maravilha!!!...
Mas, passado um tempo, volta tudo a ser como antes...
E o nó vai ficando pior ainda, né?!
O melhor é acordar como bebê...
De tudo que tenho visto, o mais interessante e simples a seguir é a receita do Nenê:
Acordar cantando...
(não vale chorar nem acordar a casa toda, né).
Espreguiçar-se bastante, antes de se levantar da cama...
(ainda lembra o que é )
Pegar todo dia o solzinho da manhã, de preferência,
acordando mais cedo para uma caminhada sem pressa...
Mostrar que quem a gente ama é muito importante para nós...
Pedir colinho, sempre que possível
(às vezes, a gente tem que dar também).
Beber muita água e fazer muito "xixi"
Fazer primeiro, para receber depois:
Muito dengo e carinho...
Confiar e amar quem a gente ama, cada vez mais...
Ignorar todos os chatos que não gostam de criança, de flor;
de carinho, (de e-mail !!!), e de nós...
Dar atenção a todos que se aproximam de nós,
mesmo a quem acabamos de conhecer.
Adorar ouvir o que as pessoas (que a gente ama) falam
e respeitar o que fazem...
Sorrir para todos e para a gente mesmo...
E rir, rir, mas rir muito,
sempre que não tiver motivo para chorar...
Quer experimentar !
Depois de um tempo, você vai esquecer...
Ou perguntar:
Cadê o nó???
2º Depois foi distribuído um cartão e uma fita para cada um para que eles escrevessem um desejo, uma mensagem, enfim se expressassem o que estavam sentindo. Enquanto eles escreviam, assistiam o vídeo da música Paciência do Lenine.
Após os professores expuseram as atividades do Avançando na Prática, na sequência revisamos algumas questões relevantes, e por fim realizaram a atividade proposta na TP.
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Para descontrair...
Uma das formas de fazer humor é explorar os sentidos das palavras, a história a seguir é um exemplo.
FÉRIAS DO CASAL
Por problemas de trabalho, a mulher não pôde viajar com seu marido,
deixando para ir uns dias depois.
Quando o homem chegou e foi para o seu quarto do hotel, viu que havia um
computador com acesso à Internet.
Decidiu então, enviar um e-mail a sua mulher, mas errou uma letra sem se
dar conta e o enviou para outro endereço..
O e-mail foi recebido por uma viúva que acabara de chegar do enterro do
seu marido e que ao conferir seus e-mails, desmaiou instantaneamente.
O filho encontrou a mãe desmaiada, perto do computador, que na tela
poderia se ler:
'Querida esposa: Cheguei bem. Provavelmente se surpreenderá em receber
noticias minha por e-mail, mas agora tem computador aqui e podemos enviar
mensagens às pessoas queridas.
Acabo de chegar e já me certifiquei que já está tudo preparado para você
chegar na sexta que vem.
Tenho muita vontade de te ver e espero que sua viagem seja tão tranqüila
quanto foi a minha'.
PS: Não traga muita roupa. Aqui faz um calor infernal.
FÉRIAS DO CASAL
Por problemas de trabalho, a mulher não pôde viajar com seu marido,
deixando para ir uns dias depois.
Quando o homem chegou e foi para o seu quarto do hotel, viu que havia um
computador com acesso à Internet.
Decidiu então, enviar um e-mail a sua mulher, mas errou uma letra sem se
dar conta e o enviou para outro endereço..
O e-mail foi recebido por uma viúva que acabara de chegar do enterro do
seu marido e que ao conferir seus e-mails, desmaiou instantaneamente.
O filho encontrou a mãe desmaiada, perto do computador, que na tela
poderia se ler:
'Querida esposa: Cheguei bem. Provavelmente se surpreenderá em receber
noticias minha por e-mail, mas agora tem computador aqui e podemos enviar
mensagens às pessoas queridas.
Acabo de chegar e já me certifiquei que já está tudo preparado para você
chegar na sexta que vem.
Tenho muita vontade de te ver e espero que sua viagem seja tão tranqüila
quanto foi a minha'.
PS: Não traga muita roupa. Aqui faz um calor infernal.
domingo, 26 de julho de 2009
MUDANÇA NO ENEM
A mudança no ENEM tem gerado muitas polêmicas. Mas o ingresso no ensino superior através de uma prova contextualizada, pode render bons frutos. Hoje, a educação não se dá em "caixinhas". A interdisciplinaridade é necessária. As maiores críticas partem dos cursos pré-vestibulares, que não podem minimizar o ensino em fórmulas e macetes. Vale conhecer a nova avaliação.
TREINO ANTICHUTE
Procura pelo Enem cresce 30%
O fato da UFMT ter aderido ao exame como método de avaliação está deixando os estudantes inseguros
Mudança mobiliza alunos e professores que agora buscam novas formas de estudar e assimilar o conhecimento
Cresceu em quase 30% a procura dos estudantes pelo Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) em Mato Grosso. De 79,134 mil no ano passado, o número de inscritos saltou para 109,014 mil em 2009. Se comparado aos anos anteriores, 2007 e 2006, a diferença é maior, de 37% e 36%, respectivamente. Mas a exatos 2 meses e 8 dias para a prova o clima é de insegurança. O fato da única universidade federal do Estado - UFMT - ter aderido o resultado da prova como método exclusivo de avaliação pesa, principalmente para quem vinha se preparando ao longo dos últimos 3 anos a partir de métodos tradicionais. Alunos e professores não são contra as mudanças, nem o fim da "decoreba", mas avaliam de maneira madura que elas poderiam ter sido efetivadas de maneira mais adequada e com tempo de adaptação.
Tanto tem se argumentado a respeito da oportunidade aos estudantes de escolas públicas a partir do novo sistema de avaliação. Por que não começar sabendo a opinião deles? Para começar, a diretora da Escola Estadual André Avelino, Joana Alves Cardoso, foi uma das únicas encontradas durante a semana pela equipe de reportagem para falar sobre o assunto. Enquanto os colégios particulares correm atrás do prejuízo e cortam o período de férias, aumentam carga horária de aulas, durante a semana e nos sábados, as públicas continuaram com o calendário inalterado. Para Joana, muitos fatores contribuem para os estudantes das escolas estaduais estarem na desvantagem. Não é mudar o método de cobrar o conteúdo para entrar na faculdade que vai mudar esse quadro.
Ela acredita que as melhores vagas continuarão com quem têm mais oportunidades de obter informações e conhecimento, inclusive de mundo, com aquisição de livros, participação em cursos, palestras, filmes, apresentação de orquestra, viagens pelo Brasil e o mundo, realização de atividades extras nas áreas das artes e dos esportes. Um agravante. Com a adesão da UFMT, a concorrência vai aumentar, o que provocou de início até um certo desespero entre professores, alunos e pais. "Passamos a ter aula até meio-dia três vezes por semana e todo sábado de interpretação de texto, gramática e redação, é uma forma de reforçar os conteúdos que teve muita adesão". A 5ª aula poderá ser prática cotidiana no 3º ano do Ensino Médio a partir do ano que vem.
Salas lotadas - O monitor das aulas de Linguagens da André Avelino, Wellygton dos Santos está junto com a professora Rosenil Reis dando duro para incentivar os estudantes a se preparem mais, fazerem leituras extras e estarem conectados com o que acontece hoje no mundo. São 4h no sábado para repassar matérias da semana e produção de texto. A nova gramática, por exemplo, surgiu como dúvida e acabou sendo esclarecida ao longo do processo, assim acontece com outros assuntos. Também é o espaço apropriado para falar sobre os livros da literatura mais cobrados. No início, no mês de março, eram duas salas lotadas, agora, com as desistências, são 60 estudantes eufóricos para conseguir entrar na universidade. "O tempo passa rápido porque todos chegam em busca de um único objetivo que é aprender cada vez mais".
A proposta do Ministério da Educação (MEC) de promover o estudo por áreas de conhecimentos é interessante e está surtindo efeito positivo. O fato de todos terem voltado os olhos para as séries finais é um avanço, antes só se falava na Educação Básica. "Só vamos saber se valeu a pena investir na base quando este estudante chegar lá na frente e tiver sucesso na vida profissional". A André Avelino no vestibular passado da UFMT já aprovou 27 alunos, obteve o 1º lugar de Geografia e foram vários bons resultados no ProUni. Dois simulados devem ser aplicados antes do Enem, o que vai nortear se o esforço tem valido a pena.
A aluna do 3º ano, Joelma de Souza, 17, até suspira quando é questionada sobre o Enem. Está tentando conter o medo e o nervosismo, mas está difícil. A novidade assusta. Desde o início do ano ela faz dobradinha entre aulas curriculares e um cursinho público à noite. Procura revistar conteúdos e realizar exercícios no período da tarde. No sábado, tem aula de espanhol e linguagens. Espera que o esforço seja recompensado.
Treino - O professor e coordenador de um colégio particular, Mauro Bulhões, explica que está mostrando aos alunos que não é hora para brincar. Se não souber a questão, melhor não chutar, pois quem adotar a prática poderá se dar mal, afinal, quem não sabe uma alternativa fácil de utilização de uma fórmula, não tem como saber a outra de nível difícil. Os "macetes" foram todos abolidos, agora, o estudo voltado à prova do exame é focado na relação dos conteúdos com o cotidiano. As aulas de sábado focadas em geografia e história regional foram deixadas de lado, agora o que vale é focar no Enem. "Em química, os professores mostram a relação com os combustíveis e compostos presentes na alimentação, as aulas estão mais contextualizadas e a atenção está voltada para a interpretação".
Indignação - Os alunos de cursinho extensivo Willian Rafael Sampaio, 19, e Simone Lucatty, 17, que estão estudando para passar em Medicina, discordam da posição da UFMT. Acreditam que a utilização do Enem até pode ser positiva, mas vai prejudicar não só eles, mas todos os estudantes do Estado, da maneira como veio, meio como "tiro no escuro". Não foi justo, nem racional. Eles têm estudado sem dar trégua de 10 a 14 horas diariamente, também pegam nos livros nos sábados e domingos. Ao longo do Ensino Médio sempre foram alunos dedicados, mas que estudavam num ritmo diferente do que agora é proposta.
Pode até ser avanço, só que aconteceu de cima para baixo e sem diálogo com os principais afetados: os alunos. "Esse negócio de dizer que não tem decoreba é mentira, ninguém assimila tanto conteúdo sem ter que decorar, para mim, a questão é mais política do que pedagógica", afirma Willian, que chegou a parar de estudar 2 anos porque passou para Comunicação Social - Publicidade na UFMT, mas desistiu do curso para tentar o sonho de ser médico. O fato de competir com pessoas do país inteiro que nem precisarão viajar até Mato Grosso para fazer uma segunda prova está gerando medo. "Se todas as universidades estivessem unificadas acho que todos estaríamos no mesmo barco, mas nós principalmente seremos mais prejudicados".
Simone, mais ansiosa, não consegue deixar os livros fechados. Quando não está estudando as matérias, lê algum livro, revistas, assiste telejornais. Ela é de Jauru, inteiro do Estado, mora sozinha e sente o tamanho da responsabilidade. Faz 2 anos que ela só pensa conquistar uma vaga no curso mais concorrido da universidade.
Férias interrompidas - Noutro colégio particular, o coordenador Ivo Marcelino Ferreira explica que as férias se resumiram a um recesso de uma semana. Um material específico para o Enem foi preparado para agregar às aulas. Dois simulados serão aplicados para tentar preparar o terreno, com questões fáceis, médias e difíceis, uma forma de ensinar o estudante a decodificar o novos sistema de cobrança de conteúdo. Ele vê com bons olhos a proposta do MEC, mas acredita que a decisão da UFMT em aderir de cara, como única fase, foi algo complicado. "Não vejo este processo como algo milagroso, nas exatas, por exemplo, o aluno vai continuar utilizando fórmulas, a diferença é que agora terá de entender de onde vieram, terão de contextualizar".
Apoio - A coordenadora do Ensino Médio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Ema Marta Cintra, pontua que todo processo de logística e aplicação de prova é da responsabilidade do MEC. As provas como sempre serão em escolas públicas, o cartão do aluno chega pelo correio e é preciso estar atento se os dados estão corretos, preocupar-se com a data das provas, horários e se organizar para estudar os conteúdos mais importantes até lá. Onde buscar informações: www.inep.gov.br ou (61) 2022-3630. Na Seduc: (65) 3613-6318.
Jornal A Gazeta, 26/07/2009
TREINO ANTICHUTE
Procura pelo Enem cresce 30%
O fato da UFMT ter aderido ao exame como método de avaliação está deixando os estudantes inseguros
Mudança mobiliza alunos e professores que agora buscam novas formas de estudar e assimilar o conhecimento
Cresceu em quase 30% a procura dos estudantes pelo Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) em Mato Grosso. De 79,134 mil no ano passado, o número de inscritos saltou para 109,014 mil em 2009. Se comparado aos anos anteriores, 2007 e 2006, a diferença é maior, de 37% e 36%, respectivamente. Mas a exatos 2 meses e 8 dias para a prova o clima é de insegurança. O fato da única universidade federal do Estado - UFMT - ter aderido o resultado da prova como método exclusivo de avaliação pesa, principalmente para quem vinha se preparando ao longo dos últimos 3 anos a partir de métodos tradicionais. Alunos e professores não são contra as mudanças, nem o fim da "decoreba", mas avaliam de maneira madura que elas poderiam ter sido efetivadas de maneira mais adequada e com tempo de adaptação.
Tanto tem se argumentado a respeito da oportunidade aos estudantes de escolas públicas a partir do novo sistema de avaliação. Por que não começar sabendo a opinião deles? Para começar, a diretora da Escola Estadual André Avelino, Joana Alves Cardoso, foi uma das únicas encontradas durante a semana pela equipe de reportagem para falar sobre o assunto. Enquanto os colégios particulares correm atrás do prejuízo e cortam o período de férias, aumentam carga horária de aulas, durante a semana e nos sábados, as públicas continuaram com o calendário inalterado. Para Joana, muitos fatores contribuem para os estudantes das escolas estaduais estarem na desvantagem. Não é mudar o método de cobrar o conteúdo para entrar na faculdade que vai mudar esse quadro.
Ela acredita que as melhores vagas continuarão com quem têm mais oportunidades de obter informações e conhecimento, inclusive de mundo, com aquisição de livros, participação em cursos, palestras, filmes, apresentação de orquestra, viagens pelo Brasil e o mundo, realização de atividades extras nas áreas das artes e dos esportes. Um agravante. Com a adesão da UFMT, a concorrência vai aumentar, o que provocou de início até um certo desespero entre professores, alunos e pais. "Passamos a ter aula até meio-dia três vezes por semana e todo sábado de interpretação de texto, gramática e redação, é uma forma de reforçar os conteúdos que teve muita adesão". A 5ª aula poderá ser prática cotidiana no 3º ano do Ensino Médio a partir do ano que vem.
Salas lotadas - O monitor das aulas de Linguagens da André Avelino, Wellygton dos Santos está junto com a professora Rosenil Reis dando duro para incentivar os estudantes a se preparem mais, fazerem leituras extras e estarem conectados com o que acontece hoje no mundo. São 4h no sábado para repassar matérias da semana e produção de texto. A nova gramática, por exemplo, surgiu como dúvida e acabou sendo esclarecida ao longo do processo, assim acontece com outros assuntos. Também é o espaço apropriado para falar sobre os livros da literatura mais cobrados. No início, no mês de março, eram duas salas lotadas, agora, com as desistências, são 60 estudantes eufóricos para conseguir entrar na universidade. "O tempo passa rápido porque todos chegam em busca de um único objetivo que é aprender cada vez mais".
A proposta do Ministério da Educação (MEC) de promover o estudo por áreas de conhecimentos é interessante e está surtindo efeito positivo. O fato de todos terem voltado os olhos para as séries finais é um avanço, antes só se falava na Educação Básica. "Só vamos saber se valeu a pena investir na base quando este estudante chegar lá na frente e tiver sucesso na vida profissional". A André Avelino no vestibular passado da UFMT já aprovou 27 alunos, obteve o 1º lugar de Geografia e foram vários bons resultados no ProUni. Dois simulados devem ser aplicados antes do Enem, o que vai nortear se o esforço tem valido a pena.
A aluna do 3º ano, Joelma de Souza, 17, até suspira quando é questionada sobre o Enem. Está tentando conter o medo e o nervosismo, mas está difícil. A novidade assusta. Desde o início do ano ela faz dobradinha entre aulas curriculares e um cursinho público à noite. Procura revistar conteúdos e realizar exercícios no período da tarde. No sábado, tem aula de espanhol e linguagens. Espera que o esforço seja recompensado.
Treino - O professor e coordenador de um colégio particular, Mauro Bulhões, explica que está mostrando aos alunos que não é hora para brincar. Se não souber a questão, melhor não chutar, pois quem adotar a prática poderá se dar mal, afinal, quem não sabe uma alternativa fácil de utilização de uma fórmula, não tem como saber a outra de nível difícil. Os "macetes" foram todos abolidos, agora, o estudo voltado à prova do exame é focado na relação dos conteúdos com o cotidiano. As aulas de sábado focadas em geografia e história regional foram deixadas de lado, agora o que vale é focar no Enem. "Em química, os professores mostram a relação com os combustíveis e compostos presentes na alimentação, as aulas estão mais contextualizadas e a atenção está voltada para a interpretação".
Indignação - Os alunos de cursinho extensivo Willian Rafael Sampaio, 19, e Simone Lucatty, 17, que estão estudando para passar em Medicina, discordam da posição da UFMT. Acreditam que a utilização do Enem até pode ser positiva, mas vai prejudicar não só eles, mas todos os estudantes do Estado, da maneira como veio, meio como "tiro no escuro". Não foi justo, nem racional. Eles têm estudado sem dar trégua de 10 a 14 horas diariamente, também pegam nos livros nos sábados e domingos. Ao longo do Ensino Médio sempre foram alunos dedicados, mas que estudavam num ritmo diferente do que agora é proposta.
Pode até ser avanço, só que aconteceu de cima para baixo e sem diálogo com os principais afetados: os alunos. "Esse negócio de dizer que não tem decoreba é mentira, ninguém assimila tanto conteúdo sem ter que decorar, para mim, a questão é mais política do que pedagógica", afirma Willian, que chegou a parar de estudar 2 anos porque passou para Comunicação Social - Publicidade na UFMT, mas desistiu do curso para tentar o sonho de ser médico. O fato de competir com pessoas do país inteiro que nem precisarão viajar até Mato Grosso para fazer uma segunda prova está gerando medo. "Se todas as universidades estivessem unificadas acho que todos estaríamos no mesmo barco, mas nós principalmente seremos mais prejudicados".
Simone, mais ansiosa, não consegue deixar os livros fechados. Quando não está estudando as matérias, lê algum livro, revistas, assiste telejornais. Ela é de Jauru, inteiro do Estado, mora sozinha e sente o tamanho da responsabilidade. Faz 2 anos que ela só pensa conquistar uma vaga no curso mais concorrido da universidade.
Férias interrompidas - Noutro colégio particular, o coordenador Ivo Marcelino Ferreira explica que as férias se resumiram a um recesso de uma semana. Um material específico para o Enem foi preparado para agregar às aulas. Dois simulados serão aplicados para tentar preparar o terreno, com questões fáceis, médias e difíceis, uma forma de ensinar o estudante a decodificar o novos sistema de cobrança de conteúdo. Ele vê com bons olhos a proposta do MEC, mas acredita que a decisão da UFMT em aderir de cara, como única fase, foi algo complicado. "Não vejo este processo como algo milagroso, nas exatas, por exemplo, o aluno vai continuar utilizando fórmulas, a diferença é que agora terá de entender de onde vieram, terão de contextualizar".
Apoio - A coordenadora do Ensino Médio da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Ema Marta Cintra, pontua que todo processo de logística e aplicação de prova é da responsabilidade do MEC. As provas como sempre serão em escolas públicas, o cartão do aluno chega pelo correio e é preciso estar atento se os dados estão corretos, preocupar-se com a data das provas, horários e se organizar para estudar os conteúdos mais importantes até lá. Onde buscar informações: www.inep.gov.br ou (61) 2022-3630. Na Seduc: (65) 3613-6318.
Jornal A Gazeta, 26/07/2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Para refletir....
Jornal “A Gazeta”, Cuiabá – MT, 13/07/2009, pág. 2 A
Editorial
Motivo para preocupação
Da Editoria
Um estudo realizado por pesquisadores da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), revela um fato preocupante. O estudo, que recebeu o título "Violência e Convivência nas Escolas", revela um grande desestímulo dos professores em relação ao futuro dos estudantes brasileiros. O trabalho constata que mais de 60% dos docentes entrevistados têm certeza de que seus alunos vão abandonar os estudos para trabalhar.
Além disso, apenas 15% dos professores acreditam que eles vão terminar o ensino médio e encontrar um bom emprego. Os pesquisadores que trabalham nesse estudo revelam que apesar de ter sido realizada no Distrito Federal, a pesquisa da Ritla traz conclusões que se repetem em outros locais no país. Na verdade, essa visão replica o que acontece na sociedade. A falta de crença no aluno é a mesma falta de crença e de compreensão que cerca o jovem de forma geral. Isso é muito grave em um país em que o desemprego continua sendo um fantasma que o governo não consegue exorcizar e em que a educação não merece a prioridade devida.
Vale ressaltar que esse desestímulo demonstrado pelos professores entrevistados é uma panorâmica do que ocorre no Brasil, onde os profissionais da educação são pouco valorizados e as escolas púbicas carecem de investimentos em todos os sentidos. As escolas particulares, cada vez mais caras, estão longe da possibilidade da maioria dos filhos de famílias brasileiras. Uma grande parcela dos estudantes tem que trabalhar para ajudar no sustento da família e muitos ficam no meio do caminho, priorizando o trabalho.
Dessa forma, a resposta dos professores não é simplesmente pessimista, mas está contaminada pelo que eles veem todos os dias na escola. Uma outra pesquisa, divulgada em abril deste ano pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), revela esses fatos e da mesma forma, geram preocupação. O levantamento mostra que o principal motivo da evasão escolar de adolescentes é a falta de interesse. Dos jovens de 15 a 17 anos que abandonaram a escola, 40,1% deixaram por desinteresse. O trabalho vem atrás - sendo motivo para 27,1%.
Há algo de errado no sistema educacional. É preciso rever essa situação e tratar logo de estimular os estudantes como também os professores, que tem responsabilidade fundamental nesse processo. A educação tem que ser prioridade. É bom que governo, políticos e a própria sociedade entendam isso de uma vez por todas.
Editorial
Motivo para preocupação
Da Editoria
Um estudo realizado por pesquisadores da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), revela um fato preocupante. O estudo, que recebeu o título "Violência e Convivência nas Escolas", revela um grande desestímulo dos professores em relação ao futuro dos estudantes brasileiros. O trabalho constata que mais de 60% dos docentes entrevistados têm certeza de que seus alunos vão abandonar os estudos para trabalhar.
Além disso, apenas 15% dos professores acreditam que eles vão terminar o ensino médio e encontrar um bom emprego. Os pesquisadores que trabalham nesse estudo revelam que apesar de ter sido realizada no Distrito Federal, a pesquisa da Ritla traz conclusões que se repetem em outros locais no país. Na verdade, essa visão replica o que acontece na sociedade. A falta de crença no aluno é a mesma falta de crença e de compreensão que cerca o jovem de forma geral. Isso é muito grave em um país em que o desemprego continua sendo um fantasma que o governo não consegue exorcizar e em que a educação não merece a prioridade devida.
Vale ressaltar que esse desestímulo demonstrado pelos professores entrevistados é uma panorâmica do que ocorre no Brasil, onde os profissionais da educação são pouco valorizados e as escolas púbicas carecem de investimentos em todos os sentidos. As escolas particulares, cada vez mais caras, estão longe da possibilidade da maioria dos filhos de famílias brasileiras. Uma grande parcela dos estudantes tem que trabalhar para ajudar no sustento da família e muitos ficam no meio do caminho, priorizando o trabalho.
Dessa forma, a resposta dos professores não é simplesmente pessimista, mas está contaminada pelo que eles veem todos os dias na escola. Uma outra pesquisa, divulgada em abril deste ano pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), revela esses fatos e da mesma forma, geram preocupação. O levantamento mostra que o principal motivo da evasão escolar de adolescentes é a falta de interesse. Dos jovens de 15 a 17 anos que abandonaram a escola, 40,1% deixaram por desinteresse. O trabalho vem atrás - sendo motivo para 27,1%.
Há algo de errado no sistema educacional. É preciso rever essa situação e tratar logo de estimular os estudantes como também os professores, que tem responsabilidade fundamental nesse processo. A educação tem que ser prioridade. É bom que governo, políticos e a própria sociedade entendam isso de uma vez por todas.
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